Albufeira

Povoada desde os tempos pré-históricos, o local onde se situa hoje Albufeira era um importante centro piscatório e portuário, segundo indícios que remontam ao neolítico e à idade do bronze. Por aqui passaram diversos povos… Os Romanos que a baptizaram de Baltum e mais tarde os árabes que lhe deram o nome de Al-buhera, ou “castelo do mar” e que deu origem ao actual topónimo da cidade.

Albufeira foi uma das praças algarvias que se manteve mais tempo sob domínio árabe, protegida por muralhas e fortificações quase invioláveis. Já a maior parte do Algarve se encontrava sob o domínio cristão e Albufeira permanecia ainda dominada pelos mouros que aqui desenvolviam uma próspera actividade agrícola e de comércio com o norte de África. Após 5 séculos de domínio árabe, foi finalmente tomada por D. Afonso III em 1246, que a doou depois à Ordem de Aviz.
Este prolongado domínio muçulmano, reflectiu-se no avanço das técnicas agrícolas, na introdução de novas culturas, na arquitectura do centro antigo e nas influências linguísticas que ainda hoje se fazem sentir.

A 20 de Agosto de 1504, foi concedido o foral à vila de Albufeira pelo Rei D Manuel I.
Em 1755 com o terramoto de 1 de Novembro, uma onda gigante destruiu quase toda a povoação deixando de pé somente 27 casas. Recuperada do terramoto, Albufeira viria a sofrer nova catástrofe, desta vez por mão humana. Em 1833, durante a guerra civil entre absolutistas e liberais, a guerrilha absolutista cercou a povoação, provocando um violento incêndio que resultou na morte de 174 dos seus habitantes.

A partir de meados do séc. XIX, Albufeira viria a relançar-se como importante centro de pesca, registando um grande progresso económico, que se intensificou no início do séc. XX, com o incremento da exportação de peixe e frutos secos e a criação de diversas fábricas que davam emprego a cerca de 800 pessoas.

No entanto, entre a década de 30 e 60 do séc. XX, viveram-se tempos de decadência. Com a falência dos armadores e das fábricas, muitas casas e embarcações foram votadas ao abandono e o número de habitantes reduziu drasticamente. A partir de meados dos anos 60, Albufeira viria a despertar o interesse, primeiro dos turistas nacionais e, depois dos britânicos, originando um verdadeiro boom do turismo, e dando novo fôlego à economia do concelho.

Elevada a cidade em 1986 foi também durante essa década que Albufeira mais cresceu a nível urbanístico. A cidade expandiu-se, então, para nascente, zona onde se situam ainda hoje a maior parte dos serviços administrativos.

O Concelho de Albufeira, segundo os dados dos Censos de 2011, registava 40657 habitantes, divididos pelas 5 freguesias:

Albufeira: 22794
Guia: 4195
Ferreiras: 6402
Olhos D’Água: 3957
Paderne: 3309

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Guia

Fundada na época dos romanos, os Árabes deram-lhe o nome de Alfontes que significa “para lá da fonte”. As origens desta povoação são difíceis de determinar, mas a tradição oral perpetua o local onde se situa a Ermida da Nª Senhora da Guia, como o lugar onde a virgem apareceu numa das suas invocações. Freguesia dedicada à agricultura que entrou em declínio nos últimos anos, tendo vindo a ser substituída pelos serviços e comercio. Actualmente a Guia é uma referência gastronómica nacional pela existência do típico "Frango à Guia".

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Ferreiras

Situada a 5 quilómetros a norte de Albufeira, Ferreiras é actualmente uma freguesia em franca expansão. A localidade foi palco da ocupação romana, existindo aí vestígios que remontam ao séc. II a. C. Inicialmente conhecida  por “Lagoas”, devido à existência de lagoas que se formavam na época das chuvas, o actual topónimo está ligado à existência de uma família cujo apelido era Ferreira, e que se instalou nesta região, em meados do séc. XIX.

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Olhos D’água

Esta pequena povoação piscatória, a 6 quilómetros de albufeira, fica na história pela sua importância enquanto ponto de vigia na defesa da praça de Albufeira, desde o século XVII.
O seu topónimo tem origem nas fontes de água doce que brotam do mar, originando um fenómeno natural de rara beleza, a que se dá o nome de Olheiros. A partir da década de 70, com o incremento da actividade turística no concelho, esta localidade sofreu grandes alterações a nível económico, constituindo hoje uma das principais zonas turísticas do concelho de Albufeira. Com a recente reorganização administrativa do território das freguesias, esta freguesia foi agregada à freguesia de Albufeira. No entanto, devido às suas características muito particulares, continua a fazer sentido apresenta-la separadamente.

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Paderne

Paderne é uma aldeia histórica, rica também em beleza paisagística, de onde se destaca a sua fonte e as ribeiras de Algibre e Quarteira. Vestígios encontrados na povoação indicam que a sua história remonta aos tempos pré-históricos, sendo que, ao longo dos séculos, diversos povos como os fenícios, os romanos, os visigodos e os árabes, deixaram aqui marcas da sua presença.
Por volta de 1500, a sede da freguesia, até ai localizada junto ao castelo, foi transferida para a zona da actual aldeia. Por volta dessa época a antiga povoação começou a entrar em decadência, tendo praticamente desaparecido com o terramoto de 1755 que destruiu o castelo e as construções adjacentes.

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