Zona Antiga de Albufeira e Estrutura Arqueológica da Praça da República


O Serviço Educativo e de Divulgação do Museu de Arqueologia realiza, mediante marcação prévia visitas orientas à zona antiga.


Informações Úteis

Para eventuais visitas/ atividades relacionadas com esta zona da cidade poderá ser contactado o Museu Municipal de Arqueologia de Albufeira:

Tel.: 289 570 712

E-mail: museu.municipal@cm-albufeira.pt



Recomendações

Aconselha-se o uso de vestuário e calçado prático, chapéu.
Marcação prévia (15 dias de antecedência)


Sugestões de Actividades

Percursos temáticos, por exemplo: Património religioso (podem ser sugeridos ao Serviço educativo do museu percursos temáticos).


A ZONA ANTIGA de Albufeira

A zona antiga localiza-se em elevação junto ao mar, onde outrora formava a enseada, e onde nasceu Albufeira.

Ainda se conservam alguns vestígios do castelo e do urbanismo de Albufeira medieval, nomeadamente, as 3 portas da povoação: Porta de Santa Ana; Porta da Praia e Porta da Praça, todas assinaladas com painel de azulejos. À Porta da Praça pertencia a Torre do Relógio. A actual Praça da República, anteriormente designada de Praça de Armas, é ladeada pelo antigo edifício dos Paços do Concelho (actual Museu Municipal de Arqueologia), e do lado oposto o edifício da cadeia (actual conservatório de música de Albufeira).

Aqui foram descobertos um conjunto de estruturas arquitectónicas do período medieval islâmico (séc. XII-XIII), e do período moderno (séc. XVII-XVIII), que estariam expostas no interior da Alcáçova.

Este núcleo arqueológico apresenta estruturas habitacionais dotadas de silos escavados no substrato rochoso, bem como uma cisterna para armazenamento de água, a maioria do período islâmico.

Ainda nesta praça, adossado ao museu, encontramos edifício de 2 pisos, com duplo beiral e porta com cantarias chanfradas, correspondendo a casa de época quinhentista.

Na Rua Henrique Calado, próximo da Capela da Misericórdia encontramos a antiga Albergaria, formada por edifício térreo que conserva porta ogival com cantarias chanfradas Aqui acorriam e pernoitavam viajantes e mendigos aos quais a Misericórdia prestava auxílio. Este imóvel, juntamente com o Hospital e a mencionada Capela, trata-se de conjunto classificado de Imóvel de Interesse Concelhio.

No final desta rua previve parte da torre, já muito danificada, que formava uma das portas da vila medieval, que, em conjunto com o vestígio da muralha encontrado junto à escadaria da Rua da Bateria, constituem os únicos testemunhos do sistema defensivo medieval de Albufeira.

Da Praça de Armas de Albufeira, dependiam as seguintes fortificações:

- A Torre da Medronheira, cuja construção remonta ao reinado de D. Afonso III,

- O Forte de S. João, a Este da cidade;

- A Bateria da Baleeira edificada em 1722, junto à Marina;

- A Torre Velha mandada construir por D. João III, junto à Praia do Castelo;

- A Torre Nova a 600m para Poente da Torre Velha;

- O Forte de Valongo localizado a Nascente a cerca de 10 Km da cidade, na margem direita da Ribeira de Quarteira e edificado durante o domínio Filipino.


Deste sistema defensivo destaca-se a Bateria da Baleeira:

A Bateria da Baleeira encontra-se implantada a vinte metros do nível do mar, a Oeste da cidade de Albufeira. Evidencia uma construção muito simples, aberta pela gola, compondo-se apenas por um parapeito semicircular e por uma pequena casa, que servia de abrigo aos soldados da guarnição. Num relatório do governador e capitão do Algarve, D. Rodrigo António de Noronha e Meneses, datado de 1754, lê-se que foi edificada no intuito de proteger as embarcações chegadas à praia à procura de auxílio contra os corsários.

Refira-se que este mecanismo de defesa foi construído no reinado de D. José, aquando da guerra de 1762/63 com a Espanha. No ano de 1788, encontrava-se equipada com duas bocas-de-fogo, uma em bronze e outra em ferro, sendo a sua guarnição constituída por um oficial inferior e um soldado de artilharia.

Em 1793, a bateria apresentava-se em bom estado de conservação, porém no início do século XIX, já evidenciava sinais de ruína. No ano de 1938, este equipamento militar foi entregue ao Ministério das Finanças e, posteriormente à Marinha.